Na média
geral, que engloba todos os tipos de crédito oferecidos
pelo mercado, os juros brasileiros ficaram em 7,08%, em agosto,
com queda de 1,80%, ou 127,25% ao ano, de acordo com o levantamento
divulgado pela Associação Nacional de Executivos
de Finanças (Anefac). Essa taxa média é
a menor já apurada pela pesquisa, que teve início
em 1995.
Segundo o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro
de Oliveira, a queda é reflexo do momento atual. "A
economia está melhor, há uma expectativa de
inadimplência menor e os bancos estão mais competitivos",
explica. A redução da taxa média foi
a sétima consecutiva e foi puxada principalmente pela
diminuição nas taxas dos empréstimos
para financeiras e o do Crédito Direto ao Consumidor
(CDC) dos bancos. A trajetória também segue
os rumos traçados pela Selic, que apresentou queda
entre janeiro e outubro, apesar da manutenção
do índice de 8,75% ao ano, neste mês.
Enquanto os juros para pessoas físicas
estão descendo a ladeira e ficando mais toleráveis
para os brasileiros, uma das taxas permanece sem alterações
desde fevereiro. É a do cartão de crédito.
Os juros de agosto para essa modalidade ficaram em 10,68%
ao mês ou 237,93% ao ano. Já são seis
meses sem mudanças. E, por isso, agora são os
mais altos do país, uma vez que os dos empréstimos
captados em financeiras caíram 4,24% e estão
em 10,62% ao mês ou 235,74% ao ano. Na média
geral, que engloba todos os tipos de crédito oferecidos
pelo mercado, os juros brasileiros ficaram em 7,08%, em agosto,
com queda de 1,80%, ou 127,25% ao ano, de acordo com o levantamento
divulgado pela Associação Nacional de Executivos
de Finanças (Anefac). Essa taxa média é
a menor já apurada pela pesquisa, que teve início
em 1995.
Segundo o vice-presidente da Anefac, Miguel
José Ribeiro de Oliveira, a queda é reflexo
do momento atual. "A economia está melhor, há
uma expectativa de inadimplência menor e os bancos estão
mais competitivos", explica. A redução
da taxa média foi a sétima consecutiva e foi
puxada principalmente pela diminuição nas taxas
dos empréstimos para financeiras e o do Crédito
Direto ao Consumidor (CDC) dos bancos. A trajetória
também segue os rumos traçados pela Selic, que
apresentou queda entre janeiro e outubro, apesar da manutenção
do índice de 8,75% ao ano, neste mês.
Por causa de toda essa conjuntura favorável
à diminuição das taxas, Ribeiro de Oliveira
afirma que "não há explicações"
para a manutenção dos juros dos cartões
de crédito em patamares tão elevados. "Tudo
indica que é por causa da falta de concorrência.
Não é à toa que o governo quer regulamentar
esse tipo de operação", afirma. Para se
ter uma ideia, uma pessoa que usar R$ 1 mil do cartão
e não pagar no prazo normal do vencimento pode desembolsar
R$ 3.357 no fim de um ano. Se usar esse mesmo valor no cheque
especial a dívida fica em R$ 2.350. E se captar esse
dinheiro no CDC o valor pago ao término de 12 meses
soma R$ 1.370. Para a professora de matemática e gerente
de loja Gláucia Monteiro Macaroun, de 28 anos, as taxas
dos cartões são abusivas. Por isso, ela faz
questão de pagar suas boletas antes do vencimento.
"Já me embananei uma vez e fiquei sem cartão
por uns cinco anos. Agora voltei a ter um, mas só uso
com muito controle", afirma.
Não é só por causa
dos juros nas alturas que os cartões são vistos
como vilões. As altas taxas também cobradas
do varejo (aluguel de máquinas, porcentagem do valor
da compra e custos por antecipação do crédito)
levaram à análise da questão pelo governo
federal. "Tudo isso é que motiva a luta pela regulamentação
das operações com cartões de crédito
no país", afirma o presidente da Câmara
de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Roberto
Alfeu. Ele diz que a expectativa é de que a sonhada
regulamentação saia em outubro. "Nos Estados
Unidos os juros dos cartões ficam, no máximo,
em 20% ao ano. Aqui, passa dos 230%, o que é ruim para
todo mundo porque é um dinheiro que vai para as mãos
das operadoras e não volta ao consumo", observa.
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