Os bancos revisaram
para baixo a previsão de inadimplência no país
para este ano. Na última consulta realizada pela Federação
Brasileira de Bancos (Febraban), em julho, a estimativa era
de 5,8%, número que caiu para 5,3% no estudo realizado
nos dias 10 e 11 e divulgado nesta terça-feira. Segundo
o economista da entidade, Rubens Sardenberg, esse é o
maior indicador de otimismo por parte das instituições
financeiras em relação à recuperação
da economia.
Na avaliação do economista, o estudo indica que
existe um consenso de que a crise parou de piorar. De acordo
com Sardenberg, as dúvidas agora são em relação
à velocidade de retomada da economia brasileira e internacional.
Quanto à expansão do crédito,
a perspectiva é de melhora. No estudo anterior, a expectativa
era de que houvesse um crescimento de 16,3% nos empréstimos
neste ano, previsão que subiu para 16,9%. O maior aumento
é esperado nas operações de crédito
com recursos direcionados, com a estimativa de 20,5% de aumento,
contra 17,8% da consulta de julho. Para Sardenberg, as boas
expectativas em relação a essa categoria estão
relacionadas à liberação de crédito
pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES).
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